Computação em Nuvens: Evolução?
Nivelando conhecimento, “Computação em Nuvens” (ou Cloud Computing) significa basicamente a utilização, armazenamento e disponibilização de serviços e informações através de computadores integrados e disponíveis pela internet.
Com a globalização e o advento da internet (mais notadamente o seu serviço World Wide Web, ou simplesmente, web), a busca e o acesso à informação de forma ágil e confiável tornaram-se imperativos. Com a queda constante dos preços de serviços e tecnologias de rede, e também dos equipamentos (PCs, celulares, netbooks), a internet hoje se mostra bastante accessível a todos, tornando-se o principal meio de acesso à informação.
Então é natural que todos queiram se “plugar” nesta grande rede. Não só se “plugar”, mas ficar “plugado” o tempo todo. Para a grande maioria das pessoas, computador só serve se tiver acesso à internet. Aliás, não só computador. Quase todos os aparelhos de comunicação hoje possuem acesso a internet. Então é natural que todas as informações, sejam elas públicas ou privadas, venham a ficar armazenadas e disponibilizadas nesta grande rede, para que fique mais perto das pessoas, facilitando a vida delas e as deixando constantemente informadas.
Isso se caracteriza como computação em nuvens e as grandes empresas de computação acreditam muito nesta tendência. A Google, por exemplo, já disponibiliza muitos aplicativos com estas características, como o Gmail, Orkut, Google Calendar, Google Docs, dentre outros, além do seu notável mecanismo de busca.
A computação em nuvens já possui também forte presença no meio empresarial, facilitando a vida dos seus executivos e seus tomadores de decisão. As grandes empresas, principalmente as focadas em TI, já estão trilhando esse caminho há tempos. Sabem que não há vida empresarial sem estar tudo disponível em qualquer lugar e hora.
Entretanto, a computação em nuvens ainda não chega muito forte nos pequenos e micro empresários, pelo menos não de forma empresarial, mas apenas de forma pessoal. Mas, enxergo a computação em nuvens como uma grande alternativa para que eles, pequenos e micro empresários com recursos limitados, possam ter disponíveis sistemas de gestão do seu negócio, por exemplo, sem ter que investir em infraestrutura, tecnologia ou mesmo na aquisição de sistemas.
Como isso poderia acontecer? Simples, eles iriam acessar estes sistemas, que estariam (ou vão estar) hospedados em alguma empresa hospedeira que acredite nesta tendência, através de um simples PC conectado a internet. É a volta dos velhos “bureau”, só que de forma mais moderna e produtiva.



Agradeço desde já a abordagem desse tema, atendendo meu pedido e espero que alguém reporte suas experiências e comentários sobre essa nova tendência…
Acho que você poderia explorar mais profundamente a ideia do “cloud computing” para as MPE. A oferta de computação nas nuvens exige uma infraestrutura razoável da parte do fornecedor: não sei se este se interessaria pelo mercado incipiente das MPE. Por outro lado, o foco da informatização nas MPE, de uma forma geral,são os sistemas integrados empresariais, os quais estão num ambiente concorrencial muito forte…
Solon, entendo que o custo da infraestrutura seria razoável, mas nada que não pudesse ser absorvido por uma EPP ou médio porte, pois elas poderiam investir progressivamente, de acordo com a necessidade, não acha?
Não sei se entendi bem quando você diz que o foco da informatização nas MPE são os sistemas integrados empresariais (ERP), afinal atualmente os ERPs são caros e não são accessíveis financeiramente a empresas de médio porte, que dirá às MPE. A menos que uma empresa como SAP ou TOTVS queria colocar também os seus ERPs (ou parte deles) nas nuvens visando este segmento empresarial. Você acha isso viável de aocontecer hoje, já que eles estão lucrando (e bem) dessa maneira? Eles devem esperar alguém começar a fazer isso – para ver se vai dar certo – para depois “abocanhar” o mercado.
Werther,
Belo post, mas discordo com diz que a computação na nuvem ainda não chegou para pequenas e médias empresas.
Produtos como o Windows Azure, Amazon Cloud e a Salesforce.com mostram que isso não é verdade.
Essas plataformas oferecem recursos da nuvem a preços iniciais bem baratos. Concorrentes inclusive com Private Servers.
Para conhecer um pouco melhor o Windows Azure: http://www.joaodosoftware.com/2011/06/windows-azure-o-que-e-isso/
Startups ao redor do mundo estão montando seus negócios nas plataformas de cloud computing justamente pela possibilidade de adequar economicamente a utilização dos seus recursos ao pagamento de sua infraestrutura, que agora com a cloud é oferecida sob demanda.
Olá, Bosco. No Windows Azure, pelo que entendi, ele apenas disponibiliza o “espaço”, mas é você que coloca lá sua aplicação, que você vai ter que desenvolver ou adquirir de alguma forma. É um grande hosting para aplicações. Isto implica em custos (aquisição ou desenvolvimento sw, técnicos, etc.) que certamente os micro e pequenos comerciantes – inclusive os informais – não querem. Ou seja, ele não faz tudo apenas com um computador e acesso a internet, acessando um sistema nas nuvens para gerir/otimizar seu negócio, que acho que é o que os micro e pequenos empresários desejam. Mas realmente já é um ponto de partida.
Olá Werther, ótimo post. Pois minha visão é que a Cloud Computing, pelo menos como foi concebida, aqui no Brasil não chegou nem para pequenas nem para grandes empresas. Alguém tem um bom exemplo envolvendo dados sensíveis de uma grande organização brasileira? Que tal aprofundar no tema no que se refere a marco legal? Uma empresa pode confiar suas informações na nuvem a um terceiro com tranquilidade? Como fica a responsabilização, por exemplo, sobre vazamento de informações ou lucro cessante? Cloud Computing de uma forma lúdica realmente é realidade. Mas quando a brincadeira fica séria… Acho que temos muito que remar e um ponto chave é legislação.