Especialista x Generalista
Profissional de TI: especialista ou generalista? Eis a questão! Qual deve ser o maior foco na sua carreira? Qual destes profissionais atrai mais as empresas? Qual deles tem condições de perceber maiores rendimentos? Qual o mais preparado para o futuro e/ou a evolução constante da tecnologia? Bem, existem muitas opiniões e reportagens em sites ou revistas especializadas sobre o assunto. Vou dar aqui minha contribuição.
Normalmente chamamos de generalista o profissional que entende de muita coisa de TI, mas sem muita profundidade em quase nenhuma área. Normalmente seu foco maior é o negócio. A maioria dos bons profissionais generalistas possui uma boa visão do negócio aliada fortemente com as necessidades tecnológicas da empresa. Adivinhe? Este é o profissional típico para seguir a carreira de CIO ou diretor de informática como é mais conhecido. O perfil dele tende a ser mais gerencial e fatalmente ele acaba exercendo funções gerenciais, porém sempre voltadas para a área de TI. Um profissional assim sempre procura siglas como MBA, PMP, ITIL para melhorar sua capacitação.
Um profissional especialista é aquele que conhece especificamente uma área (ou um conjunto de áreas) de TI e atua fortemente nela(s). Seu foco maior é tecnologia e adora se deparar com grandes desafios tecnológicos. Aliás, esta é a ‘cachaça’ dele. Normalmente não alcança grandes posições em empresas, mas é sempre o profissional mais procurado em caso de graves problemas tecnológicos. O estudo e a pesquisa devem fazer parte do seu dia-a-dia. Apesar disso, ele tem que estar sempre antenado para não ficar desatualizado e estar disposto a evoluir tecnologicamente para não correr o risco de ficar obsoleto. Por causa disso, acredito que, destes dois, seja o tipo de profissional que possui mais dificuldade em se manter em alta neste nosso mercado que vive constantemente em transição. Sua tendência é ser consultor e tem um perfil técnico muito forte e, muitas vezes, nada político.
O mercado clama pelos dois, tanto o generalista quanto o especialista. Eles se complementam nas necessidades tecno
lógicas de qualquer organização. Não existe um sem o outro e acho que existe uma tendência natural a se manter um equilíbrio entre a quantidade destes profissionais em um mercado bem balanceado.
Para quem pensa em escolher ser um ou outro, uma má notícia: com raras exceções, não é você quem decide isso. É o seu perfil e aptidões naturais que vão definir isso. Descubra quem você é, foque nos seus pontos fortes, mergulhe fundo e boa sorte!



Mais uma grande contribuição.
Concordo com praticamente 100% das informações.
Acredito apenas que o grande problema do especialista é estar totalmente focado na tecnologia. As tecnologias são criadas e aperfeiçoadas para suportar o negócio. Sempre!
As equipes de TI possuem grandes dificuldades de atuar em equipe, não toleram documentar as ações, pensando pouco em planejamento e focando mais em execução…resultado, apagar incêndios. A TI somente é lembrada quando problemas ocorrem. É preciso focar nos resultados, propor melhorias com foco no negócio e apresentar os resultados.
Ser técnico é bom, mas é importante o foco no negócio…
Grande Werter!
Na minha opinião o profissional deve manter sempre um foco em sua carreira sem contudo deixar de se atualizar em outras tecnologias e disciplinas.
100% generalista seria uma pessoa que conhece de tudo mas não entende nada.
100% especialista seria uma pessoa que só entende o que conhece. E fica alheio às novidades.
Acho que algo em torno de 50/50 seria bem mais razoável…
My two cents…
Werther,
recentemente estava numa palestra do Gartner e ouvi um termo interessante: o versatilista! Seria aquele que possui o perfil generalista, mas resolveu também se especializar em algum ponto mais específico, seja via uma pós graduação, seja através de esforços pontuais (certificações como PMI, ITIL, COBIT etc). Mas, é como você colocou, o próprio mercado percebe o seu perfil e a sua competência! Aliás, por falar nisso, o profissional não deve se esquecer que uma competência essencial bem marcante também é um dos temperos dessa antiga discussão!
Gama, pelo que percebi esse versatilista tem um pouco dos dois. Ele quer se especializar (ponto pro especialista) em atividades gerenciais (ponto pro generalista) ou administrativas ligadas a área de TI. Talvez ele seja um antigo especialista técnico que resolveu galgar postos novos em grandes empresas e, para isso, teve que adentrar a área gerencial, visto que carreira em Y está mais para obra de ficcção.
Grande Guerreiro!! Só 0,02? Fique a vontade, sua moeda vale muito por aqui.
O que voce falou – alías, com palavras muito bem colocadas – me lembrou daquele velho conceito sobre especialista: “Especialista é uma pessoa que sabe cada vez mais sobre cada vez menos, até saber absolutamente tudo sobre nada”. (Hehehe) Ou seja, a especialização tem que ter o objetivo de ser algo bem definido, dinâmico e útil.
O foco nos negócios, utilização da informático como apoio ao negócio – colocação na qual você tem toda a razão – é bem visível quando se trabalha em uma grande empresa, cujo atividade fim não é a informática. Esse foco se perde um pouco em empresas voltadas para tecnologia e desenvolvimento na área de software. Inclusive é daí que surgem a maioria dos especialistas.
Para esse problema de TI que voce citou já existe, por exemplo, o CMMI e outros modelos que contribuem fortemente para integração das equipes com as melhores práticas de desenvolvimento.
Em uma empresa, 2% é generalista e 2% é especialista.
O restante faz o que pode
Na verdade o profissional de IT quase sempre transita em ambas as áreas, inicia tornando-se um especialista e evolui (acredito) tornando-se um generalista.
Sempre ouvimos os CIOs dizendo, também já trabalhei com suporte ao usuário!!!
Dejaldir, valeu pelo comentário. E o curso, como vai?
Tenho apenas uma observação sobre seu comentário: não acredito que generalista seja uma evolução do especialista, a menos que enxergue tão somente o lado financeiro, pois o generalista tende a subir mais na hierarquia de comando empresarial, devido ao seu perfil gerencial e, particularmente no caso do Brasil, muito devido a falta de existencia de campos de pesquisa e carreira em Y. Mas é comum se ouvir por aqui: perdemos um ótimo técnico e ganhamos um péssimo chefe.
Sobre os CIOs, existe o Princípio Dilbert (quem não conhece? –> http://www.dilbert.com/ ) que diz mais ou menos o seguinte: “Gerência é o meio natural de remover incompetentes do fluxo produtivo”.
Acabei de ler uma matéria na TI Master informando que há uma nova tendência profissional.
Capacity Manager (gestor de capacidade) – Que atua determinando se a infraestrutura tecnológica está sendo utilizada de forma otimizada. Caso não esteja, ele deve apresentar as mudanças que devem ser feitas para adequá-la.
É mole!?
Na teoria diz-se que o generalista é um bom perfil, na prática é a triste realidade é outra. Na IBM, apesar dela atualmente atirar para todos os lados em termos de tecnologia, se você demonstrar um grande leque de conhecimentos, eles vão perguntar na entrevista qual é o seu foco. Essas baboseiras de RH só servem para atender a conveniência e a intenção daquele que está do outro lado da mesa. Agora, para concursos públicos na área de TI, o candidato precisa conhecer muito de tudo, aí a realidade passa a ser outra.